segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

"Não me de atenção..."


Nem sei mais o que estou sentindo. Erros sem acertos, ruas sem saída. Nada. Aquela obrigação de sentir e o não sentir infinito.

A tristeza profunda corta a alma. A razão diz sorria. O coração sumiu, fugiu sem deixar sinais. A razão grita de novo, sorria, tenha esperança, mas só consigo olhar em seus olhos e dizer: ”Paciência, não me olhe assim, tenho tentado, tenho lutado, quero conseguir. Mas algo vem de dentro meio estragado e caga tudo outra vez.”

Onde foi que me perdi? Por que me deixei perder tanto assim? Ah menina, cadê você? Cadê a fé que tinha em nós? Cadê a vontade de mudar o mundo e a crença de que era capaz? Por que tanto não ser? Por que?

Tenho que ter força ao invés de sono, sorriso ao invés de lágrimas, planos ao invés de saudades, sonhos ao invés de lamurias. Mas não está fácil. A vontade de não ser eu, não agir como tenho agido, não ser quem tenho sido minha vida toda! Não é fácil mudar. Tenho tentado há anos, sem muito sucesso.

É respirar fundo e tentar novamente. E se cair de novo? A gente pensa depois.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

"Tenta achar que não é assim tão mal..."


Buscando forças, razões pra seguir. Um lado diz para ser forte, acreditar, ter fé, porém a realidade do dia-a-dia mostra o oposto.

Falta fé, oportunidade, dignidade. Não vejo nos olhos dos outros a esperança que procuro, só pena, falta de credibilidade, falta de apoio. A vergonha de ter um filho/irmão/amigo assim tão sem talento.

Eu tento, persisto mas não tenho ganho nada com isso. O desespero bate, os olhos enchem de lágrima e a vontade de ser aumenta. O sentimento de vazio, de falta de iniciativa aliados a falta de idéias me deixam com as mãos e pés amarrados.

Procuro ajuda, procuro uma saída, mais não encontro nada! Somente olhos cada vez mais desperançosos a me olhar, julgar e recriminar. Ninguém parece ter fé em mim. Até eu mesma já perdi. Já não acredito, já não vejo saída, já entro em desespero.

Qual será o caminho? Será que sou capaz? Por que não me dão oportunidade? Ninguém repara nos meus talentos? Minhas qualidades? Minha vontade imensa de ser?

Não aguento mais essa meia-vida que me segue. Essa quantidade sem fim de trapalhadas, decisões erradas e trapaças. Chego a pensar que não mereço, mais repenso e assumo a culpa, até pensar direito e não entender.

Por que eu? Por que comigo? Como saio daqui? É difícil manter a auto-estima, a positividade com tantos nãos. Será que ninguém vê que sim, eu sou capaz.

Não aguento mais os olhos de pena das pessoas queridas....  Pena? Podia ser pior? Mais cruel? Só não sei mais o que fazer, nem pra onde ir...

É fingir, como me ensinaram, se as coisas estão ruim, sorria e finja, quem sabe de tanti finjir, você acredita. Isso nunca serviu pra mim... sempre me ferrei por isso... sempre

"Às vezes parecia
Que, de tanto acreditar
Em tudo que achávamos tão certo
Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços de vidro
Mas percebo agora
Que o teu sorriso
É indiferente
Quase parecendo te ferir"
(Andrea Doria - Legião Urbana)

Título: Pulso - Pitty

sábado, 12 de janeiro de 2013

"Sensações de um mundo triste e real..."


É, essa vida ta meio estranha. O mundo tomou um rumo que não entendo mais. Tudo bem que não saio muito, nem conheço muita gente, porém o que há de errado com as pessoas?

Tenho várias amigas legais, estudadas, divertidas. Cada uma com sua personalidade peculiar. Pessoas que qualquer um gostaria de conversar horas. Pessoas fáceis de ser amadas, mas algo acontece e essas são as solteiras.

Daí, aquelas mais chatinhas, cheias de frescuras e pouco assunto são que estão namorando. Tenho a impressão que os homens estão procurando as meninas montadas, estilo "Bonequinha de Luxo" e toda aquela história de mudança comportamental é pura balela.

Se você acreditou que sendo você mesma, com atitude e sem abaixar a cabeça iria encontrar alguém, pobre menina. Porém não acho que deva mudar. Fingir ser algo que não é dói mais que solidão. Se rebaixar aos padrões vigentes destrói a sua vida e daqueles que te apoiam, te inspiram e que são inspirados por você.

Aguarde aqueles caras que querem uma mulher e não uma menininha capa de revista para desfilar no shopping. Eles são poucos, sim, mais estão aí. Não me perguntem onde pois não faço ideia. Se soubesse já teria um pra mim! :)

A vida está cheia de falsos padrões, o que a boca diz não corresponde as ações praticadas. Se ouve paz e se vê guerra. Ouvimos justiça e vemos figurões soltos. Falamos em honestidade mas não devolvemos o troco errado. Falamos em amor mas só queremos atuar. Achamos errado a maneira que as mulheres são tratadas mais chamamos de periguete aquelas fora dos nossos padrões.

Quero a felicidade vivida, não aquela fingida em redes sociais. Não preciso postar a minha vida pra provar que sou feliz. Quero acordar sorrindo e não atuando. Quero sair com amigos e não contatos. Quero amor, e não alguém pra colocar uma foto no face e mostrar a todos. Quero bate-papo real e com pessoas reais. Porém tenho encontrado cada vez menos pessoas reais.

Me fechei sim do mundo e não sei como sair, vejo os erros e não sei como concertar. Como diz minha irmã, aprendi a estourar os balõezinhos de sonho das pessoas e me tornei amarga. Sem acreditar que no fim tudo pode dar certo. Me perdi em algum lugar, assim que me encontrar saberei o que fazer. E agora? agora, vou dormir mais um pouquinho está frio para começar a viver.


Música do título: CPM22 - Mentiras Novas
http://www.vagalume.com.br/cpm-22/mentiras-novas.html

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

"Adeus ano velho..."


Minha família tem uma tradição bizarra de na festa de Ano novo sair gritando em trenzinho “Eô, eô, 2013 já chegou”. Algo que fazemos para animar aquele ano que chega, e fazer a festa mais divertida. Isso sempre gera gargalhadas e mais palhaçadas.

Esse ano cantei com gosto. Nunca tive tanta esperança em um ano novo. Nunca tive um ano tão ruim quanto 2012. Um Ano de perdas irreparáveis. Pessoas que eu queria que nunca fossem embora partiram em uma jornada sem volta. E não há nada que eu possa fazer para trazê-los de volta.

Minha fé católica me diz que sou egoísta ao pensar assim, pois se eles foram para o ceú, devia estar feliz por eles. E estou. De fato não há lugar mais perfeito para eles.

Esse ano, muita coisa ruim aconteceu. Tive bons momentos, mas, no entanto, porém, todavia,contudo...tive momentos péssimos também. Na matemática simples da vida o resultado de 2012 foi bem negativo.

E é essa negatividade toda de 2012 que me trás a esperança de um 2013 novo, diferente, feliz! Não é possível piorar de fato, mais não é isso que me motiva. É a mudança que já mostra seus ares.

No post anterior expliquei como Deus me curou de problemas mesquinhos que me atrapalhavam. A mudança já é visível e mesmo sem saber as pessoas já comentam que estou diferente. Sim, renovada!

Planos, promessas e listas de ano novo, nunca fiz e não vou fazer agora! Só espero que esse ano seja o meu ano e lutarei para isso.

A esperança está a solta, a vontade de viver pula em minha frente, a alegria finalmente me encontra e o sorriso volta a me fazer companhia!

E assim que saúdo esse novo ano! Bem vindo 2013!! Seu lindo! 

domingo, 9 de dezembro de 2012

"Sozinho eu não posso mais..."


O tempo é estranho. Tá, já sei, é relativo e tudo mais. Mas o que eu estou falando é que é estranho viver, isso é. O tempo voa, você acha que nada aconteceu, porém tudo está diferente. Daí, quando empaca de vez é quando ele mais corre.

Comecei o ano empregada, um pouco infeliz, porém recebendo. Tinha meus dois avôs vivinhos. Estava superando o fim da faculdade e acreditando que o mundo ia ser melhor. Passei o carnaval em Diamantina, só alegria. Tudo estava bem. Se não estava tão bem, não importava, pelo menos em ordem.

Daí um vôzinho se foi. Foi triste, porém ele sofria tanto que mereceu o descanso. Um homem bom como ele não merecia passar pela dor diária, tanto física como mental. Ah, ele não merecia, mas Deus sabe o que faz. E em um dia triste o levou para junto Dele e da minha vózinha, que não vivia sem o Zé.

Um tempo se passou e o outro vôzinho se foi também. Em um mesmo ano, com 3 meses, era dor demais. Meu peito não estava preparado. Porém “se eu soubesse como dói a vida, essa dor doida não doía assim”. O Vô David, eterno garçom e contador de “causos” foi contar lá no céu todas as suas histórias e experiências de vida.

O ano estava cinza, mesmo com tanta alegria, as tristezas estavam pesando. No trabalho entre stress, traições, injustiças e algo mais fui demitida. Todo o sonho de recém formada e esperança de vida melhor, jogadas na sarjeta. Força diz a razão, mais a emoção não aguenta tantos baques.

Tristeza, falta de esperança e todo sentimento bom se esvai. A fé como uma chama, perde a força e quase apaga. As amizades se vão, poucos ficam. Ninguém aguenta o mau humor. A decepção nos olhos dos pais corta o coração já judiado. Aquela luz no fim do túnel se apaga e não é possível encontrar a saída.

Um convite, aceito assim sem querer, meio desavisada. Tentei resistir, desistir, fingir que não tinha feito a inscrição. Porém, uma mãe determinada consegue milagre, e nesse caso 2 a do Céu e a da Terra.

Um encontro único no qual Deus agiu de forma incrível, tirando como camadas aquilo que me corroía. Me senti São Tomé, como se Deus estivesse esfregando na minha cara vários sinais. Chacoalhando meu ombro e falando: “acorda menina, sai dessa, não foi pra isso que te coloquei no mundo”.

Primeiro a raiva recente, a falta de perdão que me corroía. Daí eu pensei “foi por isso que vim aqui”. Daí, veio a segunda camada, o meu reflexo em meus pais, e o que os fazia sofrer com a minha dor e impaciência, e mais uma vez pensei “foi por isso que vim aqui”.

 E lá vem Ele de novo, me colocando na mesma situação que O havia encontrado pela primeira vez há muitos anos atrás, o mesmo choro descontrolado, o coração acelerado, o vento no rosto e a sensação que Ele estava ali, e eu O havia perdido. Até a música foi a mesma da primeira vez que fui àquela missa de cura e libertação, com meus 10, 12 anos “sozinho eu não posso mais viver”. E nessa hora pensei “foi por isso que vim aqui”.

Porém Deus me conhece melhor que eu mesmo me conhecia, e em outro momento, mais uma vez me curou, dessa vez do que eu não sabia que precisava ser curada. Ele me livrou de todo sentimento de inferioridade que sempre me atrapalhou a evoluir. A falta de fé em mim. Pelo menos foi o que uma mulher que nem lembro o rosto me falou e então pensei finalmente “foi por isso que vim aqui”.

Ainda sem emprego vou seguindo, agora com a fé de Deus sabe o que faz e me prepara o caminho. Caminho esse que só vou entender quando percorrer. Longe de mim duvidar novamente.

sábado, 20 de agosto de 2011

"Somewhere I can't bring you back..."

Semana passada fez um ano que a minha Lindinha morreu. É , vó faz uma falta. A sexta-feira foi longa, cada segundo lembrava ela. E como dói.

Queria que todos soubessem, o que ela foi, o que ela é e o que sempre será. Mais não tenho direito de espalhar essa dor da ausência por ai...

Aproveito esse espaço quase invisível pra falar tudo. O que se passa na cabeça e o que se dói no coração.

Minha vó não foi uma pessoa qualquer, foi um anjo na terra. Sem inimigos, sem falsas amizades. Viveu com amor, e com amor conquistou a todos. A sua fé era tão grande que a fazia parecer santa aos olhos de quem passava por ali.

Ai que vontade, de vê-la mais uma vez.... passar a mãe em seus cabelos, lindos, lisos e branquinhos...

De ouvir sua voz, e sua preocupação com todos... “se eu soubesse como dói a vida, essa dor doida, não doía assim...”

I miss you, miss you so bad
I don't forget you, oh it's so sad
I hope you can hear me
I remember it clearly

The day you slipped away
Was the day I found it won't be the same

I didn't get around to kiss you
Goodbye on the hand
I wish that I could see you again
I know that I can't

Oh
I hope you can hear me cause I remember it clearly

The day you slipped away
Was the day I found it won't be the same

I had my wake up
Won't you wake up
I keep asking why
And I can't take it
It wasn't fake
It happened, you passed by

Now you are gone, now you are gone
There you go, there you go
Somewhere I can't bring you back
Now you are gone, now you are gone
There you go, there you go,
Somewhere you're not coming back

I miss you

Sleep away – Avril lavigne

sexta-feira, 17 de junho de 2011

"Não vim até aqui pra desistir agora"

Essa vida de desempregada é uma verdadeira montanha russa sentimental. Tem dia que você acorda com aquela confiança de que vai arrumar o melhor emprego do mundo, mais tem dia que você acorda com a certeza que nunca vai arrumar emprego nenhum.

Sem contar as entrevistas, e sempre a mesma coisa, você recebe o telefonema e fica toda feliz. Corre para arrumar a roupa mais perfeita, faz a unha, pesquisa sobre a empresa na internet e vai, com toda a confiança do mundo. Faz aquela entrevista e fica orgulhosa, dinâmicas então, perfeitas. Da opinião na hora certa, surpreende com comentário inspiradores e antenados no mundo.

Mais, alguns dias depois você recebe por e-mail “Caro candidato, seu perfil não combina com a vaga em questão, manteremos seu currículo no banco de dados e assim que tiver uma nova oportunidade entraremos em contato”

B-A-L-E-L-A

Provavelmente jogaram fora seu currículo com uma anotação simples de “perdeu playboy”. Junto com o currículo toda sua auto-estima e confiança vão embora!

Até a próxima entrevista, e a próxima e a próxima!

Ai! Até quando? Já ouvi que era muito boa pro cargo, que não tinha experiência, que não era exatamente o que queriam, que se me contratassem eu ia sair na primeira oportunidade...

Mais me querer até agora!! Niente!