segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

"Não me de atenção..."


Nem sei mais o que estou sentindo. Erros sem acertos, ruas sem saída. Nada. Aquela obrigação de sentir e o não sentir infinito.

A tristeza profunda corta a alma. A razão diz sorria. O coração sumiu, fugiu sem deixar sinais. A razão grita de novo, sorria, tenha esperança, mas só consigo olhar em seus olhos e dizer: ”Paciência, não me olhe assim, tenho tentado, tenho lutado, quero conseguir. Mas algo vem de dentro meio estragado e caga tudo outra vez.”

Onde foi que me perdi? Por que me deixei perder tanto assim? Ah menina, cadê você? Cadê a fé que tinha em nós? Cadê a vontade de mudar o mundo e a crença de que era capaz? Por que tanto não ser? Por que?

Tenho que ter força ao invés de sono, sorriso ao invés de lágrimas, planos ao invés de saudades, sonhos ao invés de lamurias. Mas não está fácil. A vontade de não ser eu, não agir como tenho agido, não ser quem tenho sido minha vida toda! Não é fácil mudar. Tenho tentado há anos, sem muito sucesso.

É respirar fundo e tentar novamente. E se cair de novo? A gente pensa depois.

Um comentário:

Juliana Binow disse...

Ahhhhh, que texto mais real. As vezes quase todos passam por tristezas e incertezas.... E a vida vai seguindo, muitas vezes no empurrando, mas, seguindo....